1 set
2010

Polícia fará perícia em chips de celulares e laptop de Nem da Rocinha

Fonte: O Globo

RIO – Apreendidos por policiais do Rio, um conjunto de chips de celulares e um laptop no qual estariam dados de toda contabilidade e da estrutura criminosa do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Favela da Rocinha, serão analisados ainda esta semana pelos peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) da Polícia Civil. O material caiu nas mãos da polícia no último dia 21, quando os bandidos enfrentaram policiais numa intensa troca de tiros que aterrorizou moradores de São Conrado, na Zona Sul. Desde então, está sendo mantido em poder dos policiais da 15ª DP (Gávea), que tentam acessar as informações contidas no HD do computador.

O material foi encontrado com os dez bandidos presos pela PM no Hotel Intercontinental, onde o bando buscou refúgio e fez reféns ao ser perseguido por policiais militares pelas ruas de São Conrado. Dentro da cozinha e antes de se renderem, os bandidos teriam tentado destruir o material, ateando fogo no laptop e nos chips. Para o delegado Allan Turnowski, chefe da Polícia Civil, os peritos do ICCE reúnem condições e material técnico capazes de recuperar as informações que os traficantes tentaram apagar:

- Fui avisado da apreensão do computador e dos chips pelos policiais civis do Laboratório de Lavagem de Dinheiro, no dia do cerco aos traficantes no Hotel Intercontinental. Vamos tentar buscar as informações, abrindo o HD, e enviando o material para ser analisado pela equipe do Laboratório de Lavagem de Dinheiro.

Há pelo menos um ano, policiais civis do Rio tentavam, durante operações contra traficantes da Favela da Rocinha, especialmente contra o bandido Nem, apreender o laptop. Informações obtidas pelos policiais da Polinter e da Subsecretaria de Inteligência (SSI) da Secretaria de Segurança davam conta que o traficante armazenaria no laptop toda a contabilidade de sua ações criminosas.

- Todo o material administrativo da quadrilha de Nem estaria guardado no computador. Além disso, o bandido armazenava ali informações sobre pagamentos, compra de drogas, armas e munição – disse um policial civil.

Além do computador e dos chips, os policiais apreenderam com o traficantes do Hotel Intercontinental armamento com grande poder de fogo, como fuzis e pistolas; munições e explosivos; assim como telefones celulares, rádios de comunicação, coletes à prova de bala e camisas com a inscrição “Polícia do Exército”.

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