Fonte: O Globo
RIO – O Comitê Organizador da Rio 2016 decidiu cancelar o processo de licitação para a escolha de um escritório de arquitetura que faria estudos complementares para as instalações esportivas do Parque Olímpico do Rio , no Autódromo. A decisão foi tomada em meio a críticas de entidades que representam arquitetos e urbanistas sobre o que consideram falta de transparência no processo.
À tarde, o comitê divulgou uma nota oficial sobre o cancelamento, explicando que “na página 4 do edital 014/2010 (item 2, letra D) está explícito que os seguintes itens estão excluídos do escopo: projeto básico (anteprojeto) de arquitetura; projeto legal, executivo, detalhamento, entre outros; projeto de paisagismo; e projetos complementares. Porém, por concluir que o texto do edital 014/2010 poderia induzir os leitores à interpretação equivocada de que o serviço solicitado seria a elaboração do projeto executivo das instalações esportivas, o Comitê Rio 2016 decidiu nesta quarta-feira, dia 8, CANCELAR o referido edital. Oportunamente, será lançado novo processo seletivo no site oficial do Rio 2016. Os participantes do processo cancelado deverão retirar seus envelopes B e C na sede do Comitê Organizador em horário comercial até o dia 17 de setembro de 2010.”
Pela manhã, a Câmara de Vereadores do Rio realizou uma audiência pública para discutir detalhes do Pacote Olímpico encaminhado ao legislativo pelo prefeito Eduardo Paes. O projeto deverá sofrer algumas emendas. Os vereadores anteciparam que vão modificar o texto original no que diz respeito aos incentivos aos hotéis.
O vereador Carlo Caiado (DEM) acolheu sugestões da Federação Nacional dos Hotéis e Restaurantes de incluir na política de incentivos fiscais uma emenda que permita a conclusão de projetos inacabados por redes interessadas. Outra proposta apresentada por Caiado e que tem o apoio da ABIH é estudar a ampliação desses benefícios para os motéis serem convertidos em hotéis.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Felipe Goes, disse que o projeto apresentado pela prefeitura era considerado ideal para incentivar o setor hoteleiro, mas que cabe ao legislativo propor aperfeiçoamentos. O secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, anunciou também que, após a aprovação do Pacote Olímpico, será regulamentada uma estratégia para acelerar as licenças urbanísticas de todos os projetos relacionados à Copa do Mundo e à Olimpíada. A meta é que essas licenças possam ser concedidas em, no máximo, 30 dias desde que não caiam em exigência.
Os vereadores querem mais esclarecimentos sobre a venda das áreas remanescentes do autódromo que não forem aproveitadas na construção do centro olímpico. A discussão do pacote deve começar na semana que vem em sessões após as 18h já que o horário normal das sessões estará tomado pelas discussões do novo plano diretor.







