Fonte: G1
A Polícia Federal (PF) apreendeu na sexta-feira (1º) R$ 100 mil que estavam dentro de um pacote jogado em um matagal no bairro Canarinho, em Boa Vista.
De acordo com depoimento ao qual a reportagem da Agência Estado teve acesso, o dinheiro foi descartado por Amarildo da Rocha Freitas, empresário em Roraima, após ser perseguido pela PF.
Segundo a Agência Estado, Freitas afirmou aos policiais que recebeu o pacote, cujo teor desconhecia, das mãos de Romero Jucá. De acordo com a PF, o envelope teria como destinatário o deputado federal e candidato à reeleição Urzeni Rocha (PSDB), irmão de Amarildo. Ainda na sexta-feira, o senador Juca negou que tenha repassado qualquer quantia para Freitas. O deputado Urzeni não foi encontrado para comentar o assunto nem seu advogado, Joaquim Neto.
Procurada pelo G1 neste sábado (2), a assessoria da PF informou que são realizadas investigações para determinar a origem do dinheiro e comunicou que não há, no atual estágio das apurações, ligação do senador com o incidente. Por causa do período eleitoral, a PF informou que a superintendência só dará entrevistas na segunda-feira (4). O dinheiro foi apreendido e será depositado em conta judicial.
De acordo com a Agência Estado, o superintendente da PF, Herbert Gasparini, não ligou o nome do senador à apreensão. Ele confirmou que seus agentes faziam vigília do lado de fora de um imóvel em Boa Vista quando os ocupantes dos veículos deixaram o escritório e tentaram fugir. Durante a confusão, houve um disparo contra os policiais. Ninguém ficou ferido.
Após o incidente, o senador, que é líder do governo no Senado e candidato à reeleição pelo estado, compareceu espontâneamente à sede da corporação e se reuniu com o superintendente acompanhado do deputado federal e candidato à reeleição Márcio Junqueira. Jucá negou aos jornalistas que o dinheiro fosse de sua campanha e afirmou que não tem seguranças nem anda com escolta.
A assessoria negou haver relação entre o dinheiro apreendido e a campanha, embora reconheça que o carro dirigido por Amarildo possa estar em nome da coligação. “O senador esteve pessoalmente na sede da Polícia Federal em Boa Vista, onde obteve a confirmacão do Sup. Herbert Gasparini de tratar-se de veiculo de terceiros abordado em operacão de fiscalizacão rotineira da PF , que vem sendo realizada em todo o estado. A Polícia Federal em Boa Vista comprometeu-se em divulgar no dia de hoje nota esclarecendo os acontecimentos envolvendo o nome do Senador Romero Jucá”, informa a nota.
Carro forte
A PF apreendeu ainda R$ 800 mil em um carro forte em frente a uma agência do Banco do Brasil (BB). O advogado Alexander Ladislau afirmou que o dinheiro é da coligação “União por Roraima”, do governador Anchieta Júnior (PSDB), que tenta a reeleição e é aliado de Jucá. Ele afirmou ainda que já havia apresentado a documentação que comprava a legalidade do montante, que seria utilizado para pagamento de gastos da campanha.







