Fonte: O Dia
Rio – O juiz trabalhista Marcelo Alexandrino da Costa Santos, de 39 anos, sua enteada, Natália, de 8, e seu filho, Diego, de 11, foram baleados, na noite deste sábado, por volta das 19 horas, na Estrada do Pau Ferro, próximo à Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá.
Eles seguiam para uma festa na Taquara e além de Marcelo e das crianças, a esposa dele Sanny Lucas, de 28 anos, e a mãe dela, Arlete Castro Aragão, de 53, que sofreu um corte na boca, também estavam no veículo. O juiz, que dirigia um Kia Cerato, tentou retornar ao ver uma blitz da Polícia Civil, que pensou ser falsa. Nesse momento, o carro foi atingido por tiros de fuzil.

O juiz bateu no muro do hospital quando chegou
Um dos agentes teria feito um disparo para o alto na tentativa de parar o veículo. De acordo com os policiais civis que faziam a operação, ocupantes de um outro carro, um Honda escuro, atiraram contra os policiais e teriam atingido o carro do juiz.
A sogra de Marcelo, Arlete Aragão, afirma que os tiros partiram dos policiais que participavam da blitz.
Mesmo baleado, o juiz conseguiu dirigir até o Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, e bateu no muro do hospital. De acordo com a assessoria do Ministério da Saúde, responsável pela administração da unidade, as vítimas passaram por uma cirurgia.
A menina de 8 anos foi atingida por uma bala no tórax, teve hemorragia e está internada em estado grave. O filho do juiz também foi baleado no tórax. A bala atingiu o pulmão, o diafragma e o fígado. Ele também está internado em estado grave. As duas crianças foram encaminhadas para o CTI pediátrico do hospital.
Já o juiz Marcelo Alexandrino também foi atingido na parte superior do tórax. Ele foi operado e encaminhado para a enfermaria. No início da madrugada deste domingo, para o Hospital Pasteur, no Méier. Ele passa bem.
A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que deverá fazer a reconstitução do caso ainda neste domingo. O chefe da Polícia Civil, delegado Allan Turnowski, determinou que o incidente seja investigado pela Corregedoria Interna da Polícia Civil, a fim de garantir total insenção na apuração do fato. O chefe da Polícia Civil visitou o magistrado e conversou com seus familiares, depois esteve no local do ocorrido e coordenou as investigações iniciais.
Em nota enviada à imprensa na tarde deste domingo, André Vilella, presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região expressa sua indignação por mais um episódio de violência na cidade do Rio de Janeiro. “A AMATRA1 exige a apuração ágil e rigorosa dos fatos e a punição exemplar dos culpados.” – disse no comunicado.







